A metalinguagem está presente quando elaboramos uma definição ou quando explicamos (ou pedimos explicação) sobre o conteúdo de uma mensagem e, por extensão, quando um filme tem por tema o próprio cinema, uma peça teatral tem por tema o teatro, um poema discorre sobre o próprio ato de escrever etc.
Nos textos verbais, o código é a língua. Quando, numa mensagem verbalizada, usamos a língua para explicar a própria língua, ocorre metalinguagem. E isso é muito comum em nosso cotidiano: nas conversas informais, ou mesmo durante as aulas, quando questionamos nosso interlocutor sobre algo que ele nos conta ou nos explica ("Não estou entendendo... o que você quer dizer com isso?"; "Dá para explicar mais uma vez?" etc), a resposta será, inevitavelmente, um texto metalinguístico. As construções explicativas do tipo "isto é" ou "ou seja" também introduzem textos metalinguísticos.
Por utilizarem palavras para explicar as palavras, são exercícios metalinguísticos as definições, os dicionários e as gramáticas (em forma de livro ou em aulas expositivas). Durante nossa vida de estudantes, é muito comum a utilização da função metalinguística da linguagem: a análise de um texto, por exemplo, é um exercício de metalinguagem.
Citamos anteriormente o nome da revista Veja, como exemplo da função conativa. Já o nome da revista IstoÉ sugere a função metalinguística da publicação, isto é, trata-se de uma revista que se propõe a explicar os fatos.

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